Deserto do Saara

Essa foi uma das viagens mais incríveis (ninguém mais me dá valor porque eu digo que todos os lugares são incríveis mas fazer o que se são mesmo rs) que já fiz.
Não tem como ir ao Marrocos e não conhecer o Deserto do Saara! Como já disse fui ao Marrocos de excursão com a Meeting Point (post aqui). E na excursão deles estava incluída a viagem ao deserto com uma companhia do Marrocos mesmo mas não sei dizer o nome. O legal de ter ido de excursão é que ficamos todos amigos o que tornou tudo muito mais divertido!
Fizemos a excursão de três dias e duas noites para o deserto de Merzouga. O valor para esta excursão varia entre 70 e 100 euros e está incluído quase tudo, só o almoço e lanches eram por fora.

Acordamos bem cedo e começamos o dia cruzando as montanhas conhecidas como ALTO ATLAS ou Tizin Tichka, a 2260 m de altitude. Confesso que dormi boa parte da viagem e só acordei na hora da parada, hora de tirar foto  \o/  Na volta que passamos pelos mesmos lugares que vi o quanto perdi, não durmam! A vista das montanhas é maravilhosa!

Eu fotografando numa das paradas no Atlas. Foto: Roberta. 
Depois visitamos a Kasbah Ait Ben Haddou, a mais antiga Kasbahe melhor conservada do Marrocos, recentemente declarada patrimônio da Humanidade pela UNESCO e lugar de várias produções cinematográficas: Gladiador, Babel e Lamrenza de Arábia. Acredita-se que esta kasbah foi construída no século XI para controlar a rota das caravanas que iam de Telouet a Ouarzazate.
Casbá, em português, é o nome dado à cidadela cercada por muros ou muralhas existente em diversas cidades árabes do Norte da África.
 
Para chegar na kasba é preciso cruzar o rio Oued Ounila. Gente é incrível!!! Coisa de filme mesmo não dá nem para começar a tentar explicar, nestes casos só com imagens 😉

Kasbah Ait Ben Haddou. Foto massa da Rô.
Após o almoço (pela estrada) fomos para a Garganta do Dadès e dormirmos por lá num hotel bem bom que eu não sei o nome mas estava incluído na excursão inclusive o jantar.
A Garganta do Dadès tem um vale verdejante lindo, é incrível que as margens do rio ficam bem verdinhas e poucos metros mais distante já não se vê vegetação alguma, bem diferente.
No segundo dia, acordamos cedo e pegamos a estrada para a Garganta do Todra, onde fizemos uma pequena caminhada pela garganta, na beira do rio Todra, lindo!
Continuamos a viagem e no final da tarde chegamos a Erg Chebbi. Paramos em um hotel onde podemos usar o banheiro, lavar o rosto, etc. Depois de pegamos os camelos (que na verdade são dromedários) e atravessamos as dunas.
Segundo a lenda local, o Erg Chebbi se formou quando Deus castigou uma família rica da região enterrando-a debaixo da areia por não oferecer hospitalidade à uma mulher pobre e seu filho. Erg é a denominação que se dá às dunas do Sahara. O Erg Chebbi é uma impressionante cadeia de dunas de areia, algumas alcançam mais de 150 metros de altura.
 
Andar de camelo é bem divertido, no começo dá um medinho, parece que vai cair mas depois vai bem, eu adorei a experiência. Teve gente que não curtiu muito, ficou com medo, teve uma menina que se apavorou e caiu… Mas é só ficar tranquila que dá tudo certo!

Com as cias de viagem: Pri, Roberta, eu e Layse
 
Eu camelando! 😉
 
Nós pelas dunas. Fotos do guia Bernardo da Meeting Point
Chegamos no acampamento nômade no pôr-do-sol, eu subi a duna correndo para ver os últimos raios e tirei uma das fotos mais lindas que eu já tive oportunidade, um bérber subindo a duna com o sol se ponto atrás. O resto da galera demorou para me alcançar, fiquei lá apreciando o sol se despedindo e colorindo o céu de rosa e as dunas de um vermelho intenso.
Passamos a noite em barracas nômades, dos berebers. Essa com certeza foi uma das noites mais incríveis da vida! Sai para caminhar sozinha pelas dunas e é mesmo uma coisa mágica, só existe a areia sob os pés e as estrelas sobre a cabeça, você e o mundo, o barulho do vento… Você ia subindo a duna e a sensação é que após aquela duna existia o infinito, uma janela para o céu.. Ih altas viagens rsrs Ver a fumaça da fogueira do acampamento subindo pro céu e aquele emaranhado de estrelas, tantas sensações….
O esquema do acampamento é meio perrengue, o banheiro é na areia mesmo, não tem água p lavar a mão muito menos tomar banho, haja lencinho umedecido! Se dorme no chão, mas bem de boa, nem luxo nem lixo vai. Me colocaram muito terror sobre o frio, levei mil casacos, e acabou que nem estava isso tudo, fui em março, devo ter pegado uns 5/10 graus, nada demais. Uma amiga foi em fevereiro e disse que teve gente que não conseguiu dormir de tanto frio, acho que o frio acaba sendo uma coisa muito pessoal… A época que fui estava quente de dia e friozinho a noite, acho que foi uma boa época, no verão dizem que é insuportavelmente quente :/
Me falavam muito da comida também, que se comia com a mão que era meio “bárbaro”, vou dizer foi a melhor refeição que fiz durante toda a viagem! Que comida deliciosa! Comemos claro, couscous, de frango mas tão bem temperadinho humm Tinha talher afinal, mas não tinha prato rsrs Mas eram várias “mesinhas” e cada uma tinha seu couscous então foi bem de boa, bastante comida, nada de fome!

       Nós jantando na tenda. Foto: Bernardo.

Depois do jantar teve uma apresentação de música típica, mas bem para “inglês ver”, são os próprios guias que tocam e dá para ver que eles não tem muita intimidade com os instrumentos, mas foi interessante vai. A parte alta foi nós brasileiros cantando músicas em volta da fogueira e quando os bereber começaram a dançar “ai se eu te pego”, foi hilário!

Nós em volta da fogueira, no acampamento, cantando. Foto: Bernardo.
No terceiro dia fomos acordados com gritos às quatro da manhã para pegarmos os camelos e voltarmos a “cidade” e ver o nascer do sol nas dunas. Simplesmente fantástico!
O lado perrengue é que fui coçar o olho e minha lente caiu comigo em cima do camelo, e eu tenho 7 graus de miopia, lá foi a Bianca fazer malabarismo para enfiar a lente de volta no olho rsrs Mas deu tudo certo!

Tomamos o café da manhã neste hotel que serve de base em Erg Cherbbi, nos lavamos e pegamos a estrada de volta. A volta é bem cansativa, paramos pouquíssimas vezes para fotos, só lembro de parar para almoçar e algumas paradas para esticar as pernas e fazer um lanche. Agora, as vistas (das montanhas) que vão se descortinando pela janela são lindas… Chegamos de volta à Marrakesh já no fim do dia, cerca de 19 hrs.
Uma dica para anotar é que os preços na estrada são bem diferentes, enquanto em Marrakesh a gente pagava 40 dihrans por um prato de comida, na estrada esses valores já subiam para 90 dihrans, ou seja, tem que se programar direitinho com o dinheiro para levar!
Claro, levar roupas para se agasalhar, lenço umedecido, lencinhos de papel e bastante água. Baixar aplicativo de lanterna no celular. Tem um aplicativo que você aponta para o céu e mostra as constelações, bem legal também!
Foi incrível gente! Super recomendo! Na tag Marrocos tem mais dicas! 😉 e para mais fotos: meu instagram (roda_mundo) e página do face: Roda Mundo.
Beijos,
Bi
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