Primeiro dia no Marrocos

Chegamos por volta de meio-dia à Marrakesh. Nós fomos de Ryanair do Porto, fazendo escala em Madrid, lembrando que a Ryanair não trabalha com escalas então compramos duas passagens distintas, se acontecer algo com o primeiro vôo eles não se responsabilizam. Pagamos cerca de 120€ ida e volta, todo o trajeto (PortoMadrid_Marrakesh-Madrid-Porto)

Trocamos dinheiro no aeroporto mesmo ( 1 euro= 11 dihrans), encontramos o guia da nossa viagem, o Bernardo, da meeting point que já falei um pouquinho aqui: Post Marrocos. Logo no aeroporto conhecemos a Layse que foi amizade a primeira vista.

Almoçamos num restaurante na Djemaa el Fna, onde experimentei o famoso cuscus marroquino!
Cuscuz é um prato árabe originário do Magrebe (região do norte de África) que consiste num preparado de sêmola de cereais, principalmente o trigo. No Marrocos, o cuscuz é geralmente servido com legumes (cenoura, batatas, nabos, etc.) cozidos em um picante ou suave caldo de carne ou ensopado, acompanhado com um pouco de carne (em geral, frango ou carneiro).


Provei todas as variações: só com legumes, com frango, carne e carneiro! E amei todas!
Outro prato típico que também experimentei foi o tajine, que é um prato composto por carne de borrego, vaca ou peixe, cozinhado num recipiente de barro, com legumes e outras verduras, amêndoas e ameixas, envolvido em canela ou açafrão.


A comida marroquina é bem temperada, do jeito que eu amo! Então fui feliz lá em termos de comida! 😀
Além disso, lá a comida é muito barata! Um prato de tajine ou cuscuz custa cerca de 35 dihrans, ou seja coisa de 3 euros! Bom demais né?
De tarde fomos conhecer os souks. O souk, ou zoco em português, é um mercado tradicional marroquino. Lá nada tem preço, tudo é negociável. Eu achei essa dinâmica incrível! Acho o mais justo mesmo, duas pessoas negociam o melhor preço para ambas, e isso varia a cada negociação. Claro que eu me dei mal algumas vezes e comprei coisas que descobri que podia ter barganhado muito mais, mas enfim quando comprei paguei um preço que achei justo então tá válido. Os caras nascem negociando eles sempre vão levar a melhor, ou não, tudo é relativo 😛
Eu segurei a onda e não comprei nada neste primeiro dia, acabei me arrependendo porque deixei pro último dia e fiquei louca pois não achava a bolsa que eu queria e acabei deixando de comprar outras coisas também pois já estava fechando, foi uma correria e stress desnecessários.. Ao mesmo tempo foi bom, pois vi muita coisa ao longo dos dias e no final sabia exatamente o que queria (o que dificultou porque cismei que queria uma bolsa com a mão de Fátima e moedas marroquinas, que no final achei e fiquei apaixonada)
Minha bolsa linda de couro de camelo (na verdade é dromedário)(fede pracaramba!)

Nossa as minas piraram! Compraram lenços, pulseiras, entre outras coisas. Lá é muito barato, é de pirar mesmo! O Guia fez a parte dele de nos assustar um pouco com os souks dizendo que era perigoso se perder e tal, olha vou falar que tentamos nos perder e não conseguimos! Quando fomos com o guia marroquino mesmo, ele foi em lugares ótimos mas não podia parar para comprar :/ depois tentamos achar aquelas ruas específicas e não conseguimos! Acho que os turistas só conseguem ficar ali nas bordas mesmo, para chegar ao coração dos souks só conhecendo…

Outra coisa, os vendedores mexem mesmo! Principalmente com mulher, principalmente com mulher sozinha, e mais principalmente ainda com mulher sozinha brasileira. Vão te chamar de maria (?), de galo (por causa do jogo recente que teve por lá do atlético), de brasileira, vão te perturbar o juízo até vc não aguentar mais! Alguns vão entrar na sua frente, vão ficar te seguindo…Mas é a cultura deles, eles tem uma relação muito forte com o comércio então é bom tentar dar uma abstraida na medida do possível. 

No primeiro dia também aconteceu a coisa mais triste da vida que me rendeu o maior número de comentários numa foto:
É, coloquei minha camêra na mochila aberta, desci as escadas correndo e ela caiu escada a baixo. Por sorte foi só o filtro que rachou, mas ele entrou dentro da lente e não consegui tirar. Procurei duas lojas especializadas mas ninguém sabia o que fazer. Resultado, arranquei o vidro na mão, cortei o dedo todo mas voilá eu pude tirar minhas fotos no deserto!
Até  hj o filtro está enfiado na lente, tenho que arranjar um alicate para tirar, comprar um novo e limpar a lente…
Depois desta pequena cirurgia, conheci a mayra e outras duas brasileiras muito legais e sai para jantar com elas, mais comida marroquina deliciosa e um chá de menta dos deuses!
Detalhes:

p.s O Cecil 2 é o albergue, o Cecil 1 tem banheiros privados.
Mais fotos no meu instagram (roda_mundo) e na minha página do face: Roda Mundo
Bisous,
Bia
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