Coimbra em um dia!

Final de semana é dia de passear por Portugal! O destino deste final de semana foi Coimbra!
Não sei porque demorei tanto para conhecer Coimbra, uma das mais importantes de Portugal, cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal!
Pegamos o comboio de manhã cedo (8:14). Pegamos o trem urbano que faz “escala” em Aveiro, demora aproximadamente 2:30 e custa €8.65 o trecho.

Começamos o passeio visitando o Mosteiro de Santa Clara a velha (€2.50). Fundado em 1283, por D. Mor Dias, o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi entregue às freiras clarissas pouco depois. Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento, entretanto extinto, e mandou construir novos edifícios em estilo gótico, de que se destacam o claustro e a igreja, em 1330. O Mosteiro cedo sofreu inundações provocadas pelo rio Mondego e em 1677 as freiras mudaram-se para um novo edifício, construído num lugar mais elevado. Depois de um amplo projeto de valorização, este Monumento Nacional e Sítio Arqueológico (Séculos XIV – XVII), passou a dispor de um Centro Interpretativo. O percurso do visitante engloba visita às ruínas, exposição de espólio arqueológico conventual, exibição de filmes e modelação virtual.

                               
 
Em seguida visitamos a Quinta das Lágrimas. Lá se encontram as chamadas Fonte dos Amores e Fonte das Lágrimas. A quinta e as duas citadas fontes fontes são célebres por terem sido cenário dos amores do príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e da fidalga D. Inês de Castro, tema de inúmeras obras de arte ao longo dos séculos.
Ao sítio onde saía a água chamou-se “Fonte dos Amores”, por ter presenciado a paixão de D. Pedro, por Inês de Castro, fidalga galega que servia de dama de companhia à esposa de D. Pedro, D. Constança. Esta fonte ainda tem um acesso, por um arco ogival gótico, datado do século XIV. A outra fonte da quinta, ligeiramente mais distante da primeira em relação ao convento, foi denominada por Luís de Camões em “Os Lusíadas”, como “Fonte das Lágrimas”, referindo que a mesma nascera das lágrimas vertidas por Inês ao ser assassinada a mando de Afonso IV de Portugal. Diz-se que o sangue de Inês ficou preso às rochas do leito, ainda rubras após seis séculos, é mesmo possível ver pontos avermelhados que são plantas mas é interessante a lenda!

A Quinta é bem simples, se só tiver um dia acho que não vale muito a pena ir até lá, é interessante pela história mas nada demais. Em seguida subimos até o novo Mosteiro de Santa Clara, que fica numa região mais alta proporcionando uma bela vista da cidade e do rio Mondego.

Almoçamos no “Cantinho das Escadas”, o preço foi bem amigo e o atendimento rápido. A comida média. Paguei €5 por uma chanfana, com direito a bebida, pão, sopa e café. O mais popular e o restaurante “Zé Manel dos Ossos”, passamos por lá e o cheiro estava maravilhoso, no entanto é muito pequenino e havia uma fila de espera. Também nos recomendaram ir nas docas, na beira do rio, parece super agradável mas como só tínhamos um dia, o tempo era curto!
Na parte da tarde andamos um pouco pelas ruas, Coimbra era uma cidade muralhada, e eu me encanto por cidades assim. No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos populares.
Coimbra é o berço dos Harry Potters como muita gente acha. Já falei um pouquinho sobre o traje e a Tuna aqui: POST. Tinha uma tuna feminina tocando belas músicas no começo do nosso passeio.
Fomos a Sé Velha de Coimbra. Tinha um estudante de história por lá que foi nosso guia, aprendemos muitas coisas!!! A Sé constitui-se em um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino.

 

O próximo ponto do passeio foi a Universidade de Coimbra, fundada em 1290, a mais antiga de Portugal e dos países de língua portuguesa, e uma das mais antigas da Europa. No dia 22 de Junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, foram declaradas Património Mundial pela UNESCO.
Não conseguimos entrar na Biblioteca Joanina, que é super famosa! Na verdade a Mariam conseguiu entrar por dois minutos e eu só olhei pela porta, chegamos bem na hora de fechar! :/ Vale a pena checar antes o horário de encerramento do dia que pretende ir, pois é um ponto imperdível!

A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do século XVIII. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. Em 2013 o jornal britânico The Telegraph, considerou a Biblioteca Joanina como “a mais espectacular do mundo”

 
Lá da Universidade tem-se uma bela vista da cidade! E a Universidade em si é belíssima, entramos um pouquinho demos uma olhadinha e pronto!
Por último passamos pelo Aqueduto de São Sebastião e fomos no Jardim Botânico que é bonitinho, como fomos no inverno não estava na sua máxima exuberância. Existem ainda muitos outros sítios que não conseguimos conhecer, acho que Coimbra vale a pena ficar um final de semana inteiro, de preferência não na época de exames, como fizemos, para aproveitar um pouco da vida noturna da cidade que é intensa!
 

Por último ainda encontrei meu amigo português que conheci na Bélgica, o Pedro, ele deu uma volta com a gente pela cidade e nos levou para conhecer um mirante com uma bela vista! Mas nem paramos para tirar fotos pois estávamos com o horário apertado para pegar o “comboio” e voltar para o Porto.

p.s Não fomos na região das docas mas dizem que lá é muito bonito e um ótimo local para curtir o pôr do sol! 🙂

 
 
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